sexta-feira, 1 de junho de 2012

Museu promove Pororoca da Biodiversidade Amazônica

O evento reúne uma programação sobre ciência e biodiversidade amazônica voltada para estudantes e professores das escolas do estado

Visitantes_podero_conhecer_as_pesquisas_realizadas_pelo_MuseuAgência Museu Goeldi - 5 de junho de 2012 é Dia Mundial do Meio Ambiente e também dia de participar da Pororoca da Biodiversidade Amazônica no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi: uma mostra diversificada de projetos, métodos e ferramentas de pesquisa sobre a diversidade biológica da Amazônia e sua relação com as culturais regionais. O evento é promovido pelo Prêmio José Márcio Ayres (PJMA), Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e Escola da Biodiversidade Amazônica (EBio/INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia). O evento também faz parte das atrações da nova exposição – O Museu Que Voce Não Conhece – na Rocinha do Goeldi, aberta a visitação pública a partir do dia 1 de junho de 2012.
Em tupi “pororóka” significa “estrondo”. Na Amazônia, a palavra designa as grandes ondas dos rios amazônicos, que conseguem levar tudo o que há pela frente. Na Pororoca da Biodiversidade Amazônica o conhecimento é o que inicia uma grande onda de reflexões e percepção crítica da nossa região. Neste ano, o tema “Conhecendo os bastidores da ciência” convida os visitantes a entrar em contato não apenas com a ciência, mas com aqueles que a produzem.
Atividades – Ao lado do Castelinho, vinte stands reunirão pesquisas desenvolvidas pelo Museu Goeldi (Zoologia, Botânica, Ciências Humanas e Ciências da Terra e Ecologia), pelas equipes de educação do Museu Goeldi e da Universidade do Estado do Pará, além de trabalhos vencedores de edições passadas do PJMA. Amanda Monte (3º lugar do Ensino Fundamental/2ª edição do Prêmio) apresenta “Aquarela Amazônica: estudo das interações comportamentais das aves aquáticas do Parque Zoobotânico”; Marcos Cruz (2º lugar do Ensino Médio/2ª edição) fala sobre o trabalho “Observação do comportamento, sobretudo adaptativo, da coruja suindara (Tyto Alba) em áreas urbanas de Belém-PA”; Mariana Galuppo (1º lugar do Ensino Fundamental/4ª edição) apresenta “Diversidade de espécies arbóreas amazônicas na Praça Batista Campos”; e Wescley Pereira (2º lugar do Ensino Médio/4ª edição) traz o estudo “Atributos dermatológicos do muco da lesma aplicado em seres humanos”. Alguns destes jovens naturalistas foram protagonistas da websérie Naturalistas do Século XXI, onde contaram o processo de pesquisa e a experiência de ter participado do Prêmio.
A Trilha de Observação de Insetos, promovida pelo Núcleo de Visitas Orientadas do Parque Zoobotânico (NUVOP/MPEG), terá como objetivo despertar nos visitantes a percepção sobre os insetos. Serão 10 pontos de interpretação no Parque com monitores destacando a presença de abelhas, cigarras, borboletas, formigas, cupins, moscas e insetos aquáticos. A equipe técnica da Entomologia do Museu Goeldi fará parte desta atividade, mostrando insetos e armadilhas utilizadas para coleta em campo. Esta atividade continuará durante o mês de junho, todas as terças e quintas-feiras (com exceção do dia 07/06).
Também será realizada a Oficina de Ciência, pelo Laboratório de Ecologia de Insetos (MPEG). Com atividades lúdicas e educativas, a oficina tem como objetivo trabalhar conceitos básicos, como biodiversidade e evolução, de forma introdutória para crianças e jovens.
Para participar da Trilha de Observação de Insetos e da Oficina de Ciência, é necessária inscrição prévia pelo e-mail nuvop@museu-goeldi.br ou pelo telefone 3182-3219. Ainda haverá Mostra de Vídeos, com algumas sessões comentadas.
Lançamento de episódios – Durante a Mostra de Vídeos, serão lançados os três últimos episódios da websérie “Naturalistas do Século XXI”. Em “Fruto nosso de cada dia – o açaí em Igarapé-Miri”, Denner Ferreira conta como realizou o trabalho que conquistou o 3º lugar do Ensino Fundamental na 4ª edição do PJMA. O assunto de Denner é o consumo de açaí em uma comunidade do município de Igarapé-Miri (PA). “Três etapas de uma busca – o perfil do jovem naturalista” é um websode interativo dividido em três partes, cada uma referente a um trabalho de Wescley Pereira. O jovem cientista participou e venceu três edições do PJMA. A websérie encerra com “Entendendo o invasor – os cupins do Acará”, o estudo de Raimundo Oliveira sobre os danos causados pelos cupins em residências do seu município, o Acará (PA), que lhe rendou o 1º lugar do Ensino Fundamental na 1ª edição do PJMA e uma mobilização pela educação no Acará que envolveu a Secretaria Municipal de Educação, as escolas, pesquisadores do Museu Goeldi e a organização do Prêmio.
A série, produzida pelo Móvel – Laboratório Multimídia de Comunicação Pública da Ciência do Museu Goeldi, é dividida em 9 episódios, que resgatam a trajetória de vencedores do Prêmio Márcio Ayres. Você pode conferir todos os episódios na página do Museu Goeldi no Youtube.
PJMA - Criado em 2003, em uma parceria entre o Museu Goeldi e a Conservação Internacional do Brasil, o Prêmio Márcio Ayres realiza sua quinta edição com o apoio do projeto Escola da Biodiversidade Amazônica – Ebio, subprojeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia. O Prêmio incentiva estudantes de ensino fundamental e médio a inscreverem trabalhos científicos sobre o tema biodiversidade, com o objetivo de ampliar a divulgação e a discussão deste assunto nas escolas da rede pública e privada. As inscrições vão até 20/08/12. Mais informações no site do Prêmio e pelo e-mail premio@museu-goeldi.br.
Serviço: Pororoca da Biodiversidade Amazônica, dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a partir das 9h no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi. Entrada gratuita para estudantes, professores e escolas. Inscreva-se pelo e-mail nuvop@museu-goeldi.br ou pelo telefone 3182-3219.
Texto: Luena Barros e Joice Santos


POROROCA DA BIODIVERSIDADE AMAZÔNICA
Conheça os bastidores da ciência
5 de junho de 2012 – Dia Mundial do Meio Ambiente
Local: Parque Zoobotânico do Museu Goeldi
Horário: 9h às 16h30
STANDS
1. Populações Ribeirinhas – Relações do Homem com o Ambiente
2. Plantas utilizadas no artesanato indígena Ka´apor
3. Répteis e Anfíbios das Serras das Andorinhas e do Pardo.
4. Mamíferos aquáticos na Amazônia
5. Diversidade de insetos na Amazônia
6. Borboletas da Amazônia
7. Modelagem da distribuição de espécies vegetais na Amazônia
8. Anatomia vegetal
9. O voo adaptado das sementes
10. Carpoteca
11. Fibras e vegetais e sua utilização artesanal
12. Coleção Didática Emília Snethlage
13. Kits e jogos educativos
14. Escola da Biodiversidade Amazônica/ NECAPS
Barraca do Prêmio Márcio Ayres
15. Vencedores das edições anteriores
16. Aquarela Amazônica: Estudo das interações comportamentias das aves aquáticas do Parque Zoobotânico
17. Atributos dermatológicos do muco da lesma aplicado em seres humanos
18. Observação do comportamento, sobretudo adaptativo, da coruja Suindara (Tytoalba) em áreas urbanas de Belém-Pa
19. Diversidade de espécies arbóreas Amazônicas da Praça Batista Campos
Programação Especial
20. *Trilha de insetos – NUVOP (Esta ação acontecerá toda 3ª e 5ª do mês de junho, menos no feriado do Corpus Christi - 7/6)
21. *Ação Jardim botânico vai a escola – NUVOP (voltado para Educação Infantil)
22. *Oficina de Ciência do Laboratório de Comunidades de Insetos
23. Mostra de Vídeos com Lançamento de episódios da websérie Naturalistas do Século XXI
* Inscreva-se no Núcleo de Visitas Orientadas do Museu Goeldi, através do email nuvop@museu-goeldi.br ou pelo telefone 3182-3219
Promoção: Prêmio José Márcio Ayres Para Jovens Naturalistas – 5ª edição
Museu Paraense Emílio Goeldi
Apoio: Escola da Biodiversidade Amazônica – Ebio/ INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia, CNPq, MCTI, Fapespa e UEPA

“Websérie Naturalistas do Século XXI – do açaí a lesma e cupins”

A primeira websérie de divulgação científica da Amazônia apresenta histórias de participantes do Prêmio Márcio Ayres para demonstrar aos jovens que investigar a biodiversidade da região é uma aventura prazerosa e transformadora

Vdeos_feitos_por_Denner_em_Igarap-Miri_foram_usados_no_7_episdioAgência Museu Goeldi - Qual a importância do açaí, dos cupins ou do muco de lesmas? A diversidade de experiências percebidas na relação entre as populações e a natureza amazônica se tornou objeto de pesquisa para os estudantes paraenses. Três jovens pesquisadores - Denner Ferreira, Raimundo Oliveira e Wescley Pereira - investigaram a biodiversidade amazônica e levaram para suas vidas o Prêmio José Márcio Ayres Para Jovens Naturalistas - PJMA. As histórias dos 3 rapazes são contadas nos últimos episódios da websérie “Naturalistas do Século XXI”, e serão lançados no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, durante a Pororoca da Biodiversidade Amazônica.
Novos episódios, mais histórias - Em 2003, surgia o PJMA e com ele um estímulo para a iniciação científica nas escolas. No Acará (PA) ocorreu uma ampla mobilização envolvendo Prêmio, as escolas e a Secretaria de Educação, resultando na participação de vários trabalhos do município e a vitória dos então estudantes Joel Rodrigues e Raimundo Oliveira. Com o trabalho sobre os danos causados pelos cupins nas residências do Acará, Raimundo levou o 1º lugar do Ensino Fundamental e descobriu novos horizontes, na biodiversidade, na ciência e definiu um rumo para sua vida.
O episódio “Entendendo o invasor – os cupins do Acará” mostra o trabalho de Raimundo, que fez um levantamento das moradias afetadas em três bairros – o primeiro localizado ao centro da cidade, o segundo em uma área intermediária e o terceiro em uma área afastada do centro. No decorrer da pesquisa, identificou duas espécies (Nasutitermes surinamensis e Termes fatalis) e compreendeu uma causa da infestação: com a retirada da floresta, os cupins migraram para as residências. A trajetória de Raimundo não foi apenas a de uma vitória pessoal, mas a de um município inteiro.
Uma viagem com a família ao município de Igarapé-Miri (PA) fez surgir em Denner Ferreira a curiosidade de investigar o consumo de açaí. O estudante percebeu como a fruta era um elemento essencial na alimentação da comunidade que visitou e, a partir do que viu, experimentou e pesquisou, construiu o trabalho que lhe conferiu o 3º lugar do ensino fundamental na 4ª edição do PJMA. O websode “Fruto nosso de cada dia – o açaí em Igarapé-Miri” conta a pesquisa que Denner realizou, por meio de questionários com famílias locais. O estudo enfatiza a importância cultural do açaí para a população do município.
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A história de Wescley Pereira é um pouco diferente: o estudante se empenhou e obteve grandes vitórias em três edições do PJMA. Em sua primeira participação, na 2ª edição, ainda no 6º ano do Ensino Fundamental, observou o comportamento do macaco coatá-da-testa-branca (Ateles marginatus) em cativeiro no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi. A investigação, realizada em grupo com Bruno Rodrigues e Laura Oliveira, concluiu que, em cativeiro, a espécie fica mais suscetível a doenças e diminui a sua capacidade reprodutiva e variabilidade genética. O grupo não foi vencedor, mas recebeu Menção Honrosa pelo trabalho.
Já em sua segunda participação no PJMA, Wescley obteve a 2ª colocação na categoria Ensino Fundamental. Seu trabalho foi sobre as propriedades nutricionais e medicinais da fruta araçá-boi (Eugenia stipitata), que contém vitaminas A, B e C, além de carboidratos e proteínas. Mas foi sua terceira participação que deu o que falar: o trabalho sobre as propriedades dermatológicas do muco de lesma (Limax cinerens) rendeu não apenas o 2º lugar na categoria Ensino Médio, mas também a repercussão em jornais em nível nacional. Ao escutar o relato de sua avó, Wescley foi acompanhar o tratamento da pele de senhoras de uma comunidade de Mosqueiro com muco de lesma. É com esse trabalho que Wescley também participa de um stand da Pororoca da Biodiversidade, apresentando os “Atributos dermatológicos do muco da lesma aplicado em seres humanos”.
O websode “Três etapas de uma busca – o perfil do jovem naturalista” faz uma apresentação de Wescley, o perfil de um jovem naturalista que se encantou com a ciência e com a biodiversidade amazônica, fazendo disso seu objetivo profissional. Atualmente, ele cursa Medicina e deseja trabalhar com etnociência. O episódio traz também um formato interativo, convidando o usuário a optar qual dos três trabalhos de Wescley quer assistir.
Websérie Naturalistas do Século XXI - É uma produção do Móvel – Laboratório Multimídia de Comunicação Pública da Ciência do Museu Goeldi. Dividida em 9 episódios, a série resgata a trajetória de vencedores do Prêmio Márcio Ayres. Você pode conferir os episódios anteriores na página do Museu Goeldi no Youtube.
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Em “Um prêmio em quatro edições”, você conhece a história do Prêmio Márcio Ayres e dos jovens naturalistas personagens da websérie; no segundo episódio “Uma amiga injustiçada – a vida da coruja Suindara em Belém”, Marcos Cruz conta como o interesse pelas corujas mudou seu olhar sobre a natureza, desmitificando a lenda Rasga-Mortalha. No terceiro websode, “Um olhar além – as árvores da Praça Batista Campos”, Mariana Galuppo revela quais são as espécies arbóreas de uma das praças mais belas do Brasil. Em “Descobrindo a flora amazônica – as pteridófitas do Parque do Utinga”, Rita dos Santos apresenta uma nova ocorrência de planta encontrada durante a pesquisa para o Prêmio Márcio Ayres. O quinto, “Conhecimento sob nossos pés - as formigas do Curió-Utinga” traz Erick Santos, Felipe França e Vítor Leitão contando o seu estudo de identificação de formigas na Praça das Castanheiras, na região metropolitana. Em “Garças da Batista Campos – da praça para a cidade”, Kauê Machado explica como realizou seu estudo comportamental e de diversidade de garças encontradas na Praça Batista Campos, ao centro de Belém.

PJMA –
Naturalistas eram os estudiosos que se aventuravam em regiões desconhecidas, observando e descrevendo a fauna, a flora, as populações residentes e o meio ambiente que seus sentidos captavam. É esse espírito de curiosidade, aventura e olhar crítico que o Prêmio José Márcio Ayres busca desenvolver em jovens escolares. Criado em 2003, em uma parceria entre o Museu Goeldi e a CI Brasil, o PJMA realiza sua quinta edição com o apoio do projeto Escola da Biodiversidade Amazônica – Ebio, subprojeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia. O Prêmio incentiva estudantes de Ensino Fundamental e Ensino Médio a inscreverem trabalhos científicos sobre o tema biodiversidade, com o objetivo de ampliar a divulgação e a discussão deste assunto nas escolas da rede pública e privada. As inscrições vão até 20/08/12. O Prêmio tem apoio da Funtelpa e da Secretária de Educação do Pará. Mais informações no site do Prêmio e pelo e-mail premio@museu-goeldi.brm prêmio em quatro edições”, você conhece a história do Prêmio Márcio Ayres e dos jovens naturalistas personagens da websérie; no segundo episódio “Uma amiga injustiçada – a vida da coruja Suindara em Belém”, Marcos Cruz conta como o interesse pelas corujas mudou seu olhar sobre a natureza, desmitificando a lenda Rasga-Mortalha. No terceiro websode, “Um olhar além – as árvores da Praça Batista Campos”, Mariana Galuppo revela quais são as espécies arbóreas de uma das praças mais belas do Brasil. Em “Descobrindo a flora amazônica – as pteridófitas do Parque do Utinga”, Rita dos Santos apresenta uma nova ocorrência de planta encontrada durante a pesquisa para o Prêmio Márcio Ayres. O quinto, “Conhecimento sob nossos pés - as formigas do Curió-Utinga” traz Erick Santos, Felipe França e Vítor Leitão contando o seu estudo de identificação de formigas na Praça das Castanheiras, na região metropolitana. Em “Garças da Batista Campos – da praça para a cidade”, Kauê Machado explica como realizou seu estudo comportamental e de diversidade de garças encontradas na Praça Batista Campos, ao centro de Belém.
Pororoca da Biodiversidade – No Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, o PJMA, o Museu Goeldi e a Escola da Biodiversidade Amazônica (EBio/INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia) promovem a Pororoca da Biodiversidade Amazônica no Parque Zoobotânico, com o tema “Conheça os bastidores da ciência”. Trata-se de uma mostra diversificada de projetos, métodos e ferramentas de pesquisa sobre a diversidade biológica da Amazônia e sua relação com as culturais regionais. A programação reúne 20 stands, apresentando as pesquisas desenvolvidas pela Zoologia, Botânica, Ciências Humanas e Ciências da Terra e Ecologia do Museu Goeldi, por vencedores do PJMA e pelas equipes de educação do Museu Goeldi e da Universidade do Estado do Pará. Além disso, haverá mostras de vídeos científicos e ambientais, uma Trilha de Observação de Insetos e uma Oficina sobre Ciência.
Serviço: Pororoca da Biodiversidade Amazônica, dia 5 de junho a partir das 9h no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi.
Texto: Luena Barros

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Museu Goeldi lança o Censo da Biodiversidade

No último dia 18 de maio o Museu Paraense Emílio Goeldi lançou durante o evento "A biodiversidade amazônica no contexto da Rio +20" o Censo da Biodiversidade, uma ferramenta que pretende, de forma colaborativa com diversas instituições de pesquisa, contabilizar e disponibilizar dados sobre as espécies animais e vegetais existentes na região amazônica. Assista ao vídeo e conheça um pouco mais sobre o Censo.


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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Prêmio Márcio Ayres no Dia da Diversidade Biológica

Estudantes do ensino fundamental e médio acompanham nesta quarta-feira o penúltimo evento da 5ª edição do concurso Jovem Naturalista

Agência Museu Goeldi – No dia 22 de maio (terça-feira) acontece mais um evento do ciclo de atividades que da 5ª edição do Prêmio Márcio Ayres para Jovens Naturalistas – PJMA, uma iniciativa do Museu Goeldi e da Conservação Internacional – CI Brasil. A programação será no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG, das 9h às 11h30.

Desta vez, o PJMA comemora o Dia Internacional da Diversidade Biológica, instituído pela Organização das Nações Unidas - ONU em 1992 para incentivar a conscientização e a valorização dos seres vivos existentes no planeta Terra. A idéia parte do princípio que o respeito aos ecossistemas está diretamente relacionado a proteção do ambiente e da saúde humana. Com os impactos ambientais e as mudanças climáticas decorrentes das ações do homem, os ecossistemas são alterados e as espécies da fauna e flora sofrem com a perda de habitat. A perda de espécies prejudica a manutenção de serviços ecossistêmicos e afeta a sobrevivência da humanidade.

A programação contará com a palestra da Dra. Marlúcia Martins, pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi e coordenadora do Programa de Pesquisa em Biodiversidade – PPBio Amazônia Oriental. A palestrante é ecóloga, especialista em entomologia (drosófilas) e conservação de espécies, professora dos Programas de Pós-Graduação em Zoologia (convênio MPEG/UFPa) e Ciências Ambientais (convênio UFPA/MPEG/Embrapa) e coordenadora do projeto “Perda de biodiversidade no centro de endemismo Belém”, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia. Marlucia apresentará noções sobre a diversidade biológica de nosso planeta e da Amazônia.

Durante o evento serão lançados dois novos episódios da websérie “Naturalistas do Século XXI”, produzida pelo Móvel – Laboratório de Comunicação Multimídia do MPEG, que conta a história de alguns dos vencedores do Prêmio Márcio Ayres e seus processos de pesquisa. Os episódios lançados serão “Conhecimento sob nossos pés: as formigas do Curió-Utinga” e “As garças da Batista Campos: da praça para o resto da cidade”.

O quinto episódio da websérie do Museu Goeldi conta a história dos estudantes Erick Santos, Felipe França e Vitor Leitão, que investigaram a diversidade de formigas existentes na Praça das Castanheiras, localizada no bairro do Curió-Utinga, o mais extenso da cidade de Belém (capital do Pará), onde também se localiza o Parque Ambiental de Belém. Com o trabalho, a equipe recebeu o segundo lugar na categoria ensino fundamental da quarta edição do PJMA.

O sexto websode fala da pesquisa de Kauê Costa, que em 2003 recebeu o primeiro lugar na primeira edição do Prêmio. Por meio da observação das garças residentes na Praça Batista Campos, uma das mais charmosas praças de Belém e um exemplo da Belle Époque, ele pôde ter sua primeira experiência com a pesquisa científica e escolheu a biologia como profissão.

Websérie – “Naturalistas do Século XXI” é uma produção do Móvel – Laboratório Multimídia de Comunicação Pública da Ciência do Museu Goeldi. Dividida em 9 episódios, a série resgata a trajetória de vencedores do Prêmio Márcio Ayres. Você pode conferir os episódios anteriores na página do Museu Goeldi no Youtube.

Em “Um prêmio em quatro edições”, você conhece a história do Prêmio Márcio Ayres e dos jovens naturalistas personagens da websérie; no segundo episódio “Uma amiga injustiçada – a vida da coruja Suindara em Belém”, Marcos Cruz conta como o interesse pelas corujas mudou seu olhar sobre a natureza, desmitificando a lenda Rasga-Mortalha. No terceiro websode, “Um olhar além – as árvores da Praça Batista Campos”, Mariana Galuppo revela quais são as espécies arbóreas de uma das praças mais belas do Brasil. Em “Descobrindo a flora amazônica – as pteridófitas do Parque do Utinga”, Rita dos Santos apresenta uma nova ocorrência de planta encontrada durante a pesquisa para o Prêmio Márcio Ayres.

Prêmio – A 5ª edição do Prêmio José Márcio Ayres para Jovens Naturalistas vai encerrar seu ciclo de atividades no dia 05 de junho, e receberá inscrições de trabalhos nas categorias Ensino Fundamental e Ensino Médio até o dia 20 de agosto. Após o término das inscrições, serão avaliados e premiados os melhores trabalhos científicos feitos por estudantes da rede pública e privada de ensino de todo o Estado do Pará, com o tema “biodiversidade amazônica”.

Serviço: Palestra Dia da Diversidade Biológica, com a Dra Marlúcia Martins, 22/05/2012, às 9h, no Auditório Alexandre Rodrigues, Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ação do Prêmio José Marcio Ayres Para Jovens Naturalistas http://marte.museu-goeldi.br/marcioayres/

Texto: Paola Caracciolo

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Websérie Naturalistas do Século XXI - Episódio 5


As formigas, aparentemente, são todas iguais. O que nem todo mundo sabe é que no mundo todo existe uma variedade muito grande da família Formicinae, que se divide em mais de vinte subfamílias. Em uma pequena praça, três estudantes do ensino fundamental, Erick Santos, Felipe França e Vítor Leitão propuseram-se a investigar a variedade de formigas no local e se depararam com oito subfamílias de formigas, uma surpresa para a equipe. O processo de pesquisa destes jovens naturalistas foi registrado no quinto episódio da websérie “Os naturalistas do século XXI”, produzida pelo Labcom Móvel do Museu Paraense Emílio Goeldi.
Erick, Felipe e Vítor prepararam armadilhas para a captura das formigas e durante 24h puderam coletar o total de 68 indivíduos, que foram classificados de acordo com suas subfamílias através das características morfológicas, sendo mais frequente a subfamília Myrmicinae (formiga saúva). A pesquisa rendeu aos meninos o segundo lugar na categoria Ensino Fundamental na quarta edição do Prêmio José Márcio Ayres para Jovens Naturalistas, em 2008. Com a pesquisa, a equipe pôde compreender melhor o papel das formigas no meio ambiente e suas relações inter e intra-específicas. Você confere a história desta pesquisa no websode abaixo.